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<title>Novos MalDitos </title>
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<pubDate>Sun, 06 Jul 2008 00:56:29 -0300</pubDate>
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<title>Novos MalDitos </title>
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	<title>Nada</title>
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		<description><![CDATA[<p><strong>Apaguei a ultima lampada<br />
estava no total escuro<br />
e ali eu queria ficar<br />
não via nada<br />
não ouvia nada<br />
e quem me dera nada sentir<br />
não sentir remorso pelo passado<br />
não sentir medo pelo futuro<br />
às vezes me sinto o homem com as obrigações<br />
às vezes me sinto a metamorfose<br />
que ninguem entende<br />
ou que preferem não entender<br />
por ser diferente<br />
apenas diferente.</p>
<p>Quanto tempo se passou<br />
desde meu ultimo pensamento claro e objetivo?</p>
<p>Às vezes eu sou um anjo<br />
às vezes sou um demonio<br />
embora sempre me sinta igual por dentro<br />
vai ver eu seja nada<br />
seja apenas a visão de outros<br />
seja imutavel<br />
mesmo que seja diferente pra cada olhar<br />
pra cada sim e pra cada não<br />
talvez eu seja isso...<br />
Sim eu sou isso...<br />
Exatamente o que você acha<br />
sim eu não sou nada mais do que o que você enxerga.</p>
<p>Tantas vozes na casa ao lado<br />
embora não more tanta gente lá<br />
queria saber o que eles festejam<br />
mas a resposta não esta no convite largado sobre a mesa<br />
seria essa a razão das festas?<br />
Encontrar o que celebrar?<br />
Ou apenas aproveitar pra esquecer<br />
esquecer que não temos o que comemorar?</p>
<p>A porta se abre<br />
murmura alguma coisa e espera uma resposta<br />
Diz que morri<br />
não, essa não é uma boa resposta<br />
diz que dormi então<br />
é quase a mesma coisa enfim<br />
diz apenas que minha frustração<br />
é maior que qualquer banquete<br />
seja oferecido aqui ao lado<br />
ou no proprio olimpo<br />
diz que o vazio que eu sinto agora<br />
é tão grande que é capaz de engolir<br />
a felicidade que eles não sentem<br />
que isso que estou remoendo agora<br />
é importante apenas pra mim<br />
por isso não quero dividi-lo com mais ninguem<br />
diz que sou isso...<br />
Apenas isso enfim...<br />
A porta se fecha e me devolve meu eu<br />
Vai mentir por mim<br />
dizer coisas que eu não posso<br />
coisas que confortam...</p>
<p>Há uma razão por traz de cada sonho<br />
uma razão por traz de cada decepção<br />
e os sonhos de uns são a decepção de outros
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/05/11/nada#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 11 May 2008 16:16:00 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Mais Um Poeminha Qualquer</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/27/mais-um-poeminha-qualquer</link>
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		<description><![CDATA[<p>Você não sabe o valor que tem, não é?<br />
O quanto é capaz de fazer qualquer um feliz<br />
E o quanto cada segundo contigo é intenso...<br />
É engraçado eu estar te falando isso<br />
Pois sempre fui tão distante das realidades dos outros<br />
Eu, que sempre me esforcei para ser sempre aquela que fazia feliz,<br />
E ao mesmo tempo aquela que não precisava de ninguém pra esse papel.<br />
Mas seu sorriso estava lá no final.<br />
Aquela luz nos teus olhos exercia infinita atração.<br />
E eu, no ponto mais alto do mundo, que isolei pra me proteger<br />
Me joguei no mar de pedras que você me protegeu<br />
Enquanto queimava no fogo intenso do teu corpo<br />
Perdi as defesas, perdi parte de mim<br />
Agora quero me ter outra vez, quero te ter uma vez<br />
Por inteiro, com a minha parte<br />
Quero sentir o que há alem das pedras<br />
E me deixa decidir se é bom ou ruim<br />
Isso não é sobre o medo de acabar sozinha<br />
Nem sobre o desejo que tenho de sentir que você está aqui<br />
Isso não é sobre nós, não é sobre tua força sobre mim<br />
Isso não é mais um poeminha de amor<br />
Ou talvez seja...<br />
Se amor for esse monte de palavras que não fazem muito sentido<br />
Porque enquanto eu encontrava a parte da minha vida que fazia sentido<br />
Eu só encontrava você<br />
Entre lembranças que não quis ter e nós dois<br />
Acho que no fim é um poeminha qualquer<br />
Pedindo pra me deixar te fazer feliz.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/27/mais-um-poeminha-qualquer#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 20:29:32 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Um copo para vida</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/19/um-copo-para-vida</link>
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		<description><![CDATA[<p>Um copo de vinho apenas para uma reação tão soberba<br />
Seu sangue não co-réu bem pelas minhas veias<br />
Parece que um vidro veio junto na descida<br />
Confiei em seus conselhos, parecia tão real.<br />
Pensei que isso era coisa de cinema<br />
A cena era tão forte que nem sei se quero acreditar ainda<br />
Podia ter quebrado tudo, mas fui fraco!<br />
No entanto nada estava escrito<br />
A dor se foi no quebrar do vidro<br />
Aqueles segundos um amor falso<br />
Valeu horas para uma amizade que juro foi por acaso<br />
Metade dos meus sonhos está escondida nos ares<br />
Tempestades de revoltas tendem a me seguir<br />
Não sei aonde ir agora<br />
Sempre te procurei nas horas dificieis<br />
Não tinha uma reserva para esse momento<br />
Podia correr para meu quarto, porém seria fraca essa atitude.<br />
Seria fácil fingir que nada disso aconteceu, ao menos dormirei tranqüilo.<br />
Acabei voltando para o mesmo caminho<br />
E ainda todas as barreiras estão lá, esperando um novo recomeço.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/19/um-copo-para-vida#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 19 Apr 2008 01:02:09 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Perseguindo ilusões</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/08/perseguindo-ilusoes</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/08/perseguindo-ilusoes</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Ela é feita de sonhos e é um sonho que eu não posso ter<br />
mas eu sempre sonho que posso<br />
e mesmo quando minhas palavras a alcançam<br />
minhas mãos continuam distantes<br />
e meus pés dão voltas e voltas sem rumo<br />
e eu sempre acabo no mesmo lugar<br />
deitado, com a cabeça cheia de imagens de coisas que eu não vivi<br />
e outra vez eu olho pela janela e vejo uma paisagem imutavel<br />
e penso que talvez eu ja seja parte daquele cenario<br />
ou que eu esteja apenas me acostumando com a solidão<br />
e meu vicio seja perseguir ilusões que eu mesmo crio...</p>
<p>Aos poucos vou juntando os meus cacos outra vez<br />
fui feito em pedaços tantas vezes que nem lembro mais...<br />
Nunca encontrei o paraiso prometido<br />
mas a estrada ainda não acabou<br />
estou fazendo meu caminho seguindo meu coração<br />
isso já está tão fora de moda hoje em dia<br />
mesmo entre aqueles que conheço<br />
mas eu sou eu e é isso que importa<br />
Cada um tem um jeito de encarar as coisas<br />
é isso que faz de uns fortes e de outros fracos<br />
não sei em que definição eu estou<br />
talvez um pouco lá e um pouco cá...</p>
<p>Não sei porque eu sempre começo falando de uma coisa<br />
e acabo em outro lugar<br />
ou no fundo seja tudo apenas sobre mim<br />
e eu não sei mais disfarçar que não sei como prosseguir<br />
pois essa estrada é tão igual que nem sei em que ponto estou<br />
e eu preciso de alguem pra me guiar<br />
mas ela é feita de sonhos<br />
e é um sonho que eu não posso ter<br />
pois meu vicio é perseguir ilusões.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/08/perseguindo-ilusoes#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Tue, 08 Apr 2008 01:48:53 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Que Adianta</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/03/que-adianta</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/03/que-adianta</guid>
		<description><![CDATA[<p><font size="2">Que adianta enganar-te se o único engano aqui sou eu nessa estória toda que foi e é a minha vida?<br /> Preferir-me-ia, estar deitada na escuridão, queimando ao mar ou que a morte me atingisse o corpo.<br /> Pois, é sempre mais triste que a alma morra antes do corpo.<br /> E já não me importa se é alegre ou triste, pois para mim nada mais pode ser alegre.<br /> Nada mais me dá satisfação ou força para nada.<br /> Nada mais me faz sentir que ainda há sangue quente rolando entre minhas veias ou que há ar fresco ainda em meus pulmões.<br /> Porque minha mente está livre de qualquer vida, assim como o resto de minha alma.<br /> E, agora sei que tenho alma, porque há algo que me faz sentir que estou completamente morta apesar do pleno funcionamento de minhas faculdades mentais e minha aptidão para viver.<br /> Sei apenas que não sinto dor nem pranto.<br /> Apesar de reagir a agressões e rolarem-me lagrimas ao rosto.<br /> Apesar de tentar reavivar meu corpo como alguém que estimula um quase-morto com choque elétrico.<br /> Ou, como sempre, apesar de acordar toda manha e tentar ter uma rotina normal de alguém comum.<br /> Apesar de viver. De tentar viver. De sobreviver.<br /> De estar semiviva. Ou, infelizmente, mas de maneira mais certa, de estar semimorta.<br /> Apesar de estar assim.<br /> E de ter a capacidade de viver. E de ter a mísera capacidade de ser apenas Eu. Apenas aquela pequena (e idiota) borboleta com dobradiças sob as asas.</font>
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/04/03/que-adianta#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 03 Apr 2008 15:31:16 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Ter Ou Ser um Herói</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/30/ter-ou-ser-um-heroi</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/30/ter-ou-ser-um-heroi</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong><em>Eu já tive um herói na minha infância<br />
O que faltava ele preenchia<br />
Só precisava viver sendo apenas eu<br />
Algumas coisas e pessoas mudaram, perdi a coisa de mais valor que tinha.<br />
Perdi a confiança não em mim, mas no que achava certo.<br />
Então minha alma de criança foi roubada antes da hora<br />
O herói que tinha morreu antes de cumprir sua missão<br />
Fiquei só, pois queria ser uma pessoa que não era.<br />
Descobri que as etapas da vida devem ser compridas<br />
No entanto lágrimas vão cair dos teus olhos
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/30/ter-ou-ser-um-heroi#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 30 Mar 2008 23:35:12 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Do que eu fui</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/27/do-que-eu-fui</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/27/do-que-eu-fui</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Existe tão pouco em mim daquela criança que fui<br />
Sorridente, agitada, cheia de inocência e sonhos<br />
Agora os sorrisos são poucos, quase nenhum<br />
As agitações são outras, apenas correria do trabalho pra casa<br />
E aonde foi a inocência? Nem sei o que restou dos sonhos<br />
Entre uma farpa e outra escondida nos abraços diários<br />
Pessoas falsas, beijos sem gosto, olhares mortos<br />
Estou escondendo meu medo de ser vazio também<br />
Apenas flor de plástico em vaso sem água e sem borboleta a me  procurar<br />
Deixado no triste canto de uma sala<br />
Sem sol e sem chuva que me toquem de leve no rosto<br />
Sem direito a morrer e ter atenção por poucos segundos que  sejam<br />
Resta tão pouco em mim do que eu fui<br />
Seria capaz de colocar em palavras doces<br />
Ainda sincero nas lagrimas<br />
Ainda perdido em pensamentos<br />
Ainda apaixonado sabe-se lá pelo que<br />
Resta tão pouco em mim do que eu fui<br />
Resta tão pouco em mim dos sonhos que tive<br />
Da alegria que senti, do amor que dei, dos sonhos que dividi<br />
Resta tão pouco em mim de mim mesmo<br />
Nem sei se sou eu ou se sou copia barata<br />
Vazia, desbotada, monte de defeitos gritantes<br />
Resta tão pouco em mim daquela criança que fui<br />
Tudo se resume em um olhar triste, mas com ponta de esperança
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/27/do-que-eu-fui#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 27 Mar 2008 02:55:15 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>É você que me faz assim...</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/21/e-voce-que-me-faz-assim</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/21/e-voce-que-me-faz-assim</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Outra vez eu te deixo ir com a canção errada<br />
E levo as cinzas comigo pra outro lugar<br />
Não é adeus, é apenas distancia demais entre o tempo<br />
Tantas vezes eu olhei teu retrato e sonhei<br />
E quantas vezes eu mordi a língua por medo de dizer?<br />
E digo coisas que nem tem por que<br />
Ás vezes penso que me acostumei com a tristeza<br />
Poderia nunca mais viver sem ela<br />
Me afogo em veneno doce que criei sem saber<br />
Deitado nas sombras do manto da noite<br />
E os anjos apenas sorriram e tocaram meu rosto<br />
Pois no fim são tão perdidos nesse mundo como eu<br />
Vem beijar meus lábios<br />
Vem tocar minhas mãos<br />
Vem dizer outra vez que me ama<br />
Não que eu precise disso pra viver, mas isso me faz tão bem<br />
Vem me buscar pra sair<br />
Vem me levar pra dançar<br />
Vem andar comigo na chuva<br />
Não que eu precise disso pra viver, mas me faz viver tão bem<br />
Vem morar comigo<br />
Vem casar comigo<br />
Vem ter um filho comigo<br />
Não que eu precise disso pra viver, mas me faz ficar tão bem<br />
Vem e me olha nos olhos<br />
Vem e vê que é tudo verdade<br />
Vem e fica aqui<br />
Não que eu precise disso pra viver, mas me faz ir alem<br />
Vem e me faz sorrir<br />
Vem e me faz suspirar<br />
Vem e faz eu me sentir vivo<br />
Não que eu precise disso pra viver, mas que graça tem viver sem tudo isso?
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/21/e-voce-que-me-faz-assim#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 02:15:18 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Vítima de um jogo sem razão</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/21/vitima-de-um-jogo-sem-razao</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/21/vitima-de-um-jogo-sem-razao</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong><em>Ser um brinquedo sem poder escolher<br />
Ao menos saber que está sendo usado<br />
Esse não é meu verdadeiro motivo<br />
Sem saber fui participando do jogo<br />
Ninguém quis me dizer que eu era o alvo<br />
Apenas um interruptor para seus problemas<br />
Para ser uma amostra de valor pessoal<br />
Agora descobri o que eu não queria<br />
Viciei nesse jogo<br />
Só que não tenho você para jogar<br />
Procuro novas pessoas<br />
Porém nada é como antes<br />
Aprendi a jogar, porém sem você to perdido.<br />
As regras do jogo<br />
Diz que não tínhamos ainda acabado<br />
Os olhos nem via o fim do jogo<br />
A retina ainda está firme e fixada na partida<br />
Ao chegar do outro dia nosso jogo estava atrapalhado<br />
Peças não coincidiam em seus lugares<br />
Foi terrível poder avistar isso<br />
Alguém terminou essa nossa partida<br />
Seu destino pertence ela agora<br />
Essas eram as regras<br />
Do que hoje eu já não jogo mais.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/21/vitima-de-um-jogo-sem-razao#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Fri, 21 Mar 2008 00:36:19 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Não por você, mas por mim mesmo...</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/20/nao-por-voce-mas-por-mim-mesmo</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/20/nao-por-voce-mas-por-mim-mesmo</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Inconscientemente voltei a ser o anjo sem asas<br />
Andando pelas sombras dos meus pensamentos<br />
E assim como antes estava perdido nessa fantasiosa alegria<br />
Os confetes do meu carnaval eram cinzas de sonhos<br />
Quão triste era o arlequim, quão triste olhar e só ver a mim<br />
E aquela voz que cantava agora o fazia com olhos úmidos<br />
Tristeza minha que mostrei a ti<br />
Tristeza minha que sempre será minha<br />
Tristeza minha que escondi de ti<br />
Tristeza minha que nunca esqueci<br />
Eram mesmo esses deuses filhos do tempo<br />
E eram mesmo essas lembranças feridas sem cura<br />
O que eu faria por ti eu nem sei dizer<br />
Se morreria ou viveria para sempre por ti<br />
O que te faria mais feliz?<br />
Eram mesmo ilusões as cartas feitas em manhas de inverno<br />
Frio demais para sonhar<br />
Corações frios demais para amar<br />
Não por você, mas por mim mesmo e por outras tantas coisas<br />
Eu jogo o jogo da verdade<br />
Canhão de lagrimas pronto pra disparar<br />
Eu logo saberia o que era o adeus<br />
E deus mostrou seu rosto triste<br />
Não por mim, mas por ele mesmo e por outras tantas coisas<br />
E eu logo saberia o que era magoar<br />
E logo saberia o que era se decepcionar<br />
E logo saberia o que era perdoar<br />
E saberia o que era odiar<br />
Não a você, nem a mim mesmo, nem a Deus, mas um monte de  outras coisas<br />
E era mesmo esse sonho filho do tempo<br />
E era mesmo canhão de lagrimas<br />
Pronto pra explodir em meu peito<br />
Não por você, mas por mim mesmo<br />
Oh Deus<br />
É você mesmo filho do tempo, e eu já não tenho tempo.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/20/nao-por-voce-mas-por-mim-mesmo#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 20 Mar 2008 01:33:58 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Outros olhos, outros tempos agora.</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/19/outros-olhos-outros-tempos-agora</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/19/outros-olhos-outros-tempos-agora</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>O sangue escorre pelos dedos por todos esses anos de duvida<br />
As lagrimas me serviram de refugio, mas tiveram seu preço.<br />
Meu sonho de deixar aquele vazio no passado fracassou<br />
É você que sempre me deixa em duvida<br />
Mas é você que sempre me conforta<br />
E quem é aquele no espelho?<br />
Tão velho e magro, meio feio, outros olhos, outros tempos agora.<br />
Andei pensando em me mudar daqui<br />
Andei mudando umas coisas por aqui<br />
E eu sempre tão confiante e sempre tão distraído<br />
Era mais simples antes, eu e você, e mais umas pessoas também<br />
É... Foi ontem eu sei, e ontem não tinha rugas e nada disso.<br />
20 e poucos você diz, quase esqueci.<br />
Ja faz tanto tempo que vejo esse cenário e nada mudou<br />
E ja faz tanto tempo que faço parte desse cenário<br />
Nada mudou, e eu? Mais velho, e você? Mais longe<br />
Sonho e esperança nascem como flores<br />
Mas ai vem o outono, sempre tem outono.<br />
É mesmo você que sempre me conforta<br />
Mas quem é que te faz promessas?<br />
Eu já não faço mais nada por nós faz tanto tempo<br />
Deixei aquele lance de amor pra lá<br />
Tão fora de moda e tão bobo às vezes<br />
Mas eu curti um tempo<br />
Bonito como uma flor<br />
Depois veio o outono<br />
Sempre vem o outono<br />
E agora eu nem sei mais o que<br />
Sou apenas eu e o cara no espelho<br />
Tão velho e tão magro, meio feio.<br />
Outros olhos, outros tempos agora.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/19/outros-olhos-outros-tempos-agora#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 19 Mar 2008 02:02:56 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>solidão</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/16/solidao</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/16/solidao</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Os meus braços não encontram a sua mão<br />
Precisso só de uma ajuda<br />
Não sei se posso encontrar em você a segurança<br />
Já tentei várias vezes te encontrar<br />
Agora que estou quase me matando você aparece?<br />
Está tão fácil agora<br />
Prefiro ainda não acreditar<br />
Não sinto firmeza em seu olhar<br />
Quem foi que te mandou aqui?<br />
Veio para ver os meus restos?<br />
Não sei o que quero exatamente<br />
Na minha mente tem várias lembranças vivas<br />
Lembro que sonhei com você uma vez<br />
Sua respiração agora esta mais alfegante<br />
O que está acontecendo?<br />
Não... Não...<br />
Meus pensamentos estão confusos<br />
Não sei para onde ir<br />
Não sei o que seguir<br />
Não adianta me ajudar se não vai estar comigo depois<br />
Prefiro desistir se tiver que ser assim<br />
Precisso de você para um todo<br />
E quando você precisar de mim?<br />
Não... Não...<br />
Vá e desapareça precisso de mim mesmo<br />
A lembrança se é o que te importa vai viver sempre em mim<br />
Finja que não teve nada a ver com isso e tente dormir em paz.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/16/solidao#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 16 Mar 2008 00:13:13 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Isso é tudo.</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/13/isso-e-tudo</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/13/isso-e-tudo</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Nem sei mais quanto tempo faz desde que a gente se viu<br />
Antes eu tinha essa ilusão de que ia viver pra sempre<br />
Mas agora, agora nada...<br />
Sinto sua falta e isso é tudo.<br />
Não posso ser mais direto, não posso ser mais sincero.<br />
Sinto sua falta e isso é tudo.<br />
É tudo pra mim.<br />
Nem sei mais quanto tempo eu passo por ai rodando<br />
Nem sei se eu quero mesmo voltar pra casa<br />
Casa vazia.<br />
Jantar com gosto de lagrimas.<br />
Sinto sua falta e isso é tudo.<br />
É tudo que me devora<br />
É tudo que me atormenta<br />
É tudo que eu tento não pensar<br />
Mas eu penso e isso é tudo<br />
É tudo que me sobra no fim de tarde, no fim de noite<br />
E é tudo que me sobra no começo da manha<br />
Quando não tem ninguem pra me dar bom dia<br />
Sinto sua falta<br />
Isso é tudo
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/13/isso-e-tudo#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 13 Mar 2008 03:33:05 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Alma Nobre</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/10/alma-nobre</link>
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		<description><![CDATA[<p><strong>Eu fico aqui, deitada, numa bela noite. Poderia estar fazendo qualquer coisa. As estrelas me convidariam a fazer qualquer coisa. Mas nem as estrelas estão procurando exatamente esse telhado aqui.<br />
Mas estou deitada num sofá, olhando para aquela porta, esperando um anjo entrar com um par de asas meio queimadas ou bem branquinhas.<br />
Se eu saísse agora e trocasse de sentimentos com alguém, ninguém notaria, esse é o problema.<br />
Se virasse do avesso ninguém veria, é muito açúcar e pouca água em minhas veias, quase uma novela. Teria dó se não fosse eu mesma e se não odiasse tanto o papel de coitada.<br />
Infelizmente não faço tudo para chamar atenção, não troco de idéia nem gosto repentinamente, não piso os outros e não sou nenhuma santa.<br />
Agora não faz diferença. A única coisa que me importa agora é onde guardei a droga do uísque. Não conseguiria tomar aquele vinho barato.<br />
Eu arruinei minha vida uma vez, duas, três. Não é nada muito nobre nem parece tão importante pra ninguém se preocupar em não passar outro sábado a noite sozinha em casa, olhando para a porta de casa esperando alguém tocar a campainha ou bater na porta feito louco para dizer que sentiu saudades.<br />
Mais uma bobagem de criança. É, não me importa nem um pouco o que vá achar. Com certeza não vai achar nada, afinal nem está olhando pros meus olhos enquanto falo.<br />
É, eu sei. Não queria me machucar. Com certeza não queria. Foi exatamente por isso que me esqueceu sentada no meio da praça ontem à noite. Você ficou com medo de machucar a grama ao sentar nela. Eu passei a noite toda olhando aquela rosa que você me deu, sabia? Mesmo depois que ela murchou. Eu sabia que você não apareceria. Mas você prometeu, então não achei melhor esperar, mesmo com uma hora e meia de atraso.<br />
E você não bateu na porta esse sábado. Acho que nunca mais vai bater. É muito açúcar pra pouca água. E eu nem vou poder mais ver as suas asas. Elas se perderam em meio ao uísque.</strong>
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/10/alma-nobre#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 22:12:02 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>O Interminável Sonho Dessa Noite</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/09/o-interminavel-sonho-dessa-noite</link>
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		<description><![CDATA[<p><strong>Me faz esquecer</strong> de tudo que foi ruim</p>
<p>Me abraça como você faz</p>
<p><strong>E eu vou sorrir</strong>, ninguém conseguirá ser tão feliz.</p>
<p><strong>Aqui</strong>, <strong>amanhã</strong> ou <strong>depois</strong>;</p>
<p><strong>Num lugar bonito ou no inferno</strong>:</p>
<p>Eu preciso daquele teu abraço com a qual <strong>sonho todos os dias</strong></p>
<p>E depois sorrir <strong>contigo</strong>, só você me faz sorrir daquele jeito.</p>
<p>Mas me beija e <strong>me fala </strong>coisas boas.</p>
<p>Me faz ter um <strong>bom dia</strong>.</p>
<p><strong>E eu vou lembrar </strong>do sonho <strong>daquela noite</strong>.</p>
<p>Aquele, <strong>na qual </strong>você me olhava como se nada mais <strong>existisse</strong>:</p>
<p><strong>Apenas nós dois</strong>.</p>
<p><strong>Estava</strong> tudo tão <strong>perfeito</strong> e calmo;</p>
<p>As flores, a árvore, o céu...</p>
<p>Todo aquele sonho <strong>foi muito real</strong>.</p>
<p>E eu sei que você existe:</p>
<p><strong>Eu sei que sim.</strong></p>
<p>E cada pedaço teu está incompleto sem mim.</p>
<p>Portanto, me dá um abraço.</p>
<p><strong>Me envolve até que eu esqueça</strong></p>
<p>Esqueça <strong>que um dia vivi sem </strong>ti.</p>
<p>E tudo será igual a um sonho:</p>
<p><strong>“O interminável SONHO dessa noite”</strong>.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/09/o-interminavel-sonho-dessa-noite#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sun, 09 Mar 2008 11:54:27 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Meu termo</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/01/meu-termo</link>
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		<description><![CDATA[<p><strong>Vivo tentando, muitas vezes me decepciono.<br />
Pode ser por que não sou capaz<br />
Ou ainda não chego há minha hora<br />
Espero... Espero... Viver bem não é o importante<br />
Posso viver nesse mundo ate me chamarem para vida<br />
O que sei não é o bastante<br />
Você quer algo mais, eu procuro no meu livro de palavras.<br />
A ponto de me decepcionar às vezes com o que digo<br />
Então espero assim mesmo<br />
Não tenho outra opção<br />
Tenho que viver cruelmente nesse mundo, foi à única maneira que me restou.</p>
<p></strong>
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/03/01/meu-termo#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 01 Mar 2008 01:15:21 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Porta aberta</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/23/porta-aberta</link>
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		<description><![CDATA[<p>As crianças ao me verem vão imaginar que a vida não foi tão gentil comigo<br />
Posso ter escolhidos caminhos errados, mas descobri sempre uma saída.<br />
Nem sempre satisfatória eu sei, porém sempre tentei.<br />
Lembro que a felicidade já sorriu pra mim<br />
Eu á agarrei com todas as forças mesmo assim não foi o bastante<br />
Só eu não iria suportar essa energia<br />
A porta se abriu para você tendo em vista minha alegria<br />
Olhos nem sempre abertos que imaginavam um final tão diferente<br />
A sua fisionomia mudou parecia outra depois de ter sonhado<br />
A porta fechou para mim tentei com todas as forças, mesmo assim não foi o bastante.<br />
Só eu não iria suportar essa energia<br />
Então aquela noite você não sonhou viveu seu mundo real<br />
E achei a porta aberta para um novo caminho<br />
Era uma nova oportunidade, mas que também podia ser algo terrível.<br />
Depois te tanto procurar resolvi tentar mais uma vez...<br />
Enfrentei coisas terríveis, encontrei coisas lindas, aprendi muito.<br />
No fim nada adiantou aquele mundo não existia<br />
Agora eu passo e fecho a porta e você passa a chave<br />
Continue sonhando, pois eu vivo a realidade.<br />
As lembranças ficaram em minhas lágrimas<br />
Agora vivo o meu mundo procurando um novo caminho.<br />
Portanto deixo a porta aberta...<br />
Se um dia você me achar toque a campainha.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/23/porta-aberta#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Sat, 23 Feb 2008 15:59:10 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Fim de Festa, Começo de Vida</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/21/fim-de-festa-comeco-de-vida</link>
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		<description><![CDATA[<p><strong>
<p><strong></p>
<p>Chão sujo, pessoas indo embora, fim de festa<br />
Sentada no canto da parede, eu dobrei os joelhos, encolhi-me até sumir<br />
Dessa vez não haveria mais ninguém sentado ao meu lado, acariciando meu rosto<br />
Agora ninguém mais seguraria minha mão<br />
Fim de festa é como fim de vida, vão todos embora quando começa a ficar chato<br />
A diferença é que na vida você tem que prosseguir<br />
Agora eu sentia que aquela festa era parte da minha vida:<br />
A noite onde encontrei quem mais quis, a crença de ter quem me fez bem...<br />
Mas agora não haveria ninguém pra me levar pra casa, era quem eu queria que estava saindo pela porta.<br />
Mas eu tinha que continuar, suportaria mais uma vez<br />
Afinal isso já aconteceu, uma vez, duas vezes, três vezes...<br />
Seria melhor do que acordar na cama e não ter ninguém ao meu lado<br />
E sentar com a certeza de que ninguém ia ligar naquele dia<br />
Sabia que o cara que me puxou pela mão pra ver a lua, seria tão distante pra mim quanto a própria lua que mostrava<br />
Sabia que no dia seguinte eu seria tão importante quanto o lençol da cama que vai pro cesto de roupa suja.<br />
Do tipo: Nada importa, não é essa a garota que eu quero. Nem essa, nem essa...<br />
Ei, olha, ele voltou! Me estendeu a mão, eu entrei no carro<br />
Sabia exatamente o que aconteceria<br />
Ele também sabia, ou achava que sim.<br />
É, fui parar em sua cama, previsível, não?<br />
Mas pela manhã ele me viu pronta pra ir embora de sua vida<br />
Eu apenas respondi: Não, aquele cara não foi o que quis... Esse também não é.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/21/fim-de-festa-comeco-de-vida#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 20:39:34 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>		Setembro</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/20/setembro</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/20/setembro</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong>Hoje eu vejo que a verdade depende de quem conta,<br />
E mesmo que as flores cresçam,<br />
Elas não vão apagar as marcas da ultima estação...<br />
Meus melhores sonhos são os que eu tenho acordado,<br />
E meus melhores dias ainda são os que eu tive ao seu lado...<br />
Mas agora tudo isso é passado...</p>
<p>Hoje eu vejo que pequenas coisas significam muito,<br />
E que uma palavra pode mudar tudo<br />
mas elas ainda não são a prova de que está tudo bem...<br />
E enquanto à noite se anuncia sem lua novamente<br />
O vento varre folhas que outrora ele mesmo derrubou<br />
mas agora isso tudo é tão triste...</p>
<p>Hoje eu vejo que tantos sorrisos não significaram nada,<br />
E que o veneno era tão doce,<br />
Quando inimigos e amigos eram pessoas diferentes<br />
Hoje meus sonhos são estrelas cadentes em dias nublados,<br />
Caindo invisíveis para qual quer um que os deseje...<br />
Caindo tão longe de mim...
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/20/setembro#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Wed, 20 Feb 2008 01:01:24 -0300</pubDate>	</item>
	<item>
	<title>Casca vazia</title>
	<link>http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/18/casca-vazia</link>
	<guid>http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/18/casca-vazia</guid>
		<description><![CDATA[<p><strong><em>Eu disse que me sentia uma casca vazia sem ideais realizados<br />
E o medico me receitou comprimidos pra depressão<br />
Necessidade de realização é doença?<br />
O consultório dele não tinha fotos, só diplomas<br />
Tinha aparência de escritório de construtora<br />
Janela persiana, apoiador de copo pra não manchar a madeira<br />
Telefone do lado do estojo de canetas, canetas Bic<br />
Mas o telefone nunca tocou nas vezes que eu fui lá<br />
Ele perguntava e anotava em um papel<br />
Mas também nunca vi o que ele anotou<br />
Talvez uma analise sobre minha condição fora dos padrões<br />
Ou talvez as coisas que ele iria comprar com nosso dinheiro<br />
Me lembro que ele disse que eu era muito irônico<br />
Eu? Imagina, por que seria? Afinal já somos amigos<br />
Na verdade eu não tinha amigos, por isso eu ia lá<br />
Desde que eu era criança eu ia à psicoanalizadores<br />
Era um absurdo minha mãe dizia, uma criança que não tem amigos<br />
O Doutor era meu amigo ele dizia, mas ele era robotizado demais<br />
Esse já era o 5º medico, nenhum encontrava nada errado<br />
E eu ainda não tinha amigos<br />
Eu disse que talvez ele devesse olhar os outros caras então<br />
Eu era irônico ele dizia, eu só achava besteira aquilo tudo<br />
A mesa era de uma cor clara, marfim eu acho<br />
Ele anotava tudo, mas não sei tudo o que<br />
Anotava com uma caneta Bic bem vagabunda<br />
Depois a colocava no estojo com as outras canetas Bic<br />
Fui lá por uns cinco anos e eu ainda não tinha amigos<br />
O medico não era meu amigo mesmo ele dizendo que era<br />
Eu ia lá e ele anotava, dizia pra minha mãe que eu não tinha nada<br />
Mesmo assim me receitava remédios<br />
Provavelmente não ter nada é algo ruim<br />
E eu não tinha amigos<br />
Me sentia uma casca vazia<br />
Eu não tinha nada de errado<br />
Os outros é que tinham, mas eles não sabiam disso<br />
Por isso eles eram felizes.
</p>
<p><a href="http://jdash.nireblog.com/post/2008/02/18/casca-vazia#comments">Comments</a></p>]]></description>
	<pubDate>Mon, 18 Feb 2008 00:52:43 -0300</pubDate>	</item>
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