Doce placebo, amarga verdade
A chuva apagou as marcas de meus pés
E eu não soube voltar pra casa,
E tantas vezes eu quis gritar,
E me perder,
Esquecer que as minhas guerras acabaram e eu perdi...
Uma outra garrafa, uma outra noite e o que eu aprendi?
Nada, por isso eu sempre volto
E o alvo em minhas costas só atrai moscas
E a língua diz o que o coração não pensa
Por isso sofre em silencio... Quem diria?... Só eu sei...
Não precisa mais cumprir suas promessas
o que me faz falta mesmo é a sinceridade em teus olhos
e eu sinto como se ainda estivesse lá parado
esperando você e nada tirasse meu sorriso
Doce placebo, amarga verdade
Mesmo tão longe
De alguma forma você continua aqui
E mesmo aqui eu me sinto tão distante disso tudo
E meus olhos admiram uma paisagem
que de fato não está exatamente ali
Meu pequeno mundo perdido
feito poemas de alguem que não ama mais...

Do Melhor
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